Pesquisando...

terça-feira, 15 de março de 2011

Devaneios de ônibus.


Era um dor terrível, sempre que eu ti via meu peito apertava, começava a tremer, não sabia se chorava, se sorria, meu corpo ficava a mil... No final de tudo eu ficava tensa. Passou um tempo, e todo vilarejo percebeu, e todos pensavam que eu tinha medo de você, muitos me ofereciam lugares absurdos para me esconder, e assim me acalmar. Foram dias assim. Dias que se transformaram em meses e que quando iam se transformar em ano, alguém gritou.
Seu Romeu, o homem mais respeitado do lugar, sempre observou os acontecimentos de longe, e aquele foi o que mais o intrigou. Chegando no tal dia, ele se aproximou de mim e começou a fazer perguntas... Perguntas estranhas... " Você sempre sente isso quando o vê?" " Você tem algum laço com ele?" " Como você se sente ao vê-lo?". Nunca entendi o motivo, mas respondia, e respondia com toda a sinceridade do meu coração. No dia, ele anunciou: " O seguinte rapaz está preso por violentar uma mulher indefesa".
E então ele foi preso, gritando que nunca tinha feito algo do tipo, o que não resolveu de nada, pois foi preso do mesmo jeito. Porém passado um tempo, todos perceberam que minha agonia só aumentava, não sorria, não desejava nada, não falava, me detestava profundamente. Como antes, seu Romeu se aproximou e me jogou outras perguntas, parecidas com as antes, e que foram respondidas da mesma forma. Julgando então que o caso era pior que parecia, ele juntou todos os mais velhos aldeões e explicou o que para ele era um fato. O Rapaz era mágico e mesmo preso tortura mentalmente a pobre criança. Então chamando Mágicos da cidade vizinha, ele foi preso e torturado.
Mas como antes, nada disso resolveu meu problema só piorou, pois eu já estava começando a gritar todas as noites, mal me alimentava e por este caminho eu seguia até que ele foi morto.
Depois de morto todos compreenderam, o que eu sentia num era medo, era amor. Eu ficava nervosa, então meu corpo se agitava, mas hoje meu corpo chora, meus olhos estão vermelhos e não tem ninguém que possa me consolar, e de alguma maneira ninguém para eu acusar...


---Nada real-

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