Quem tanto me contrariou segurou o escudo, e quem tanto me levantou, me ajudou, empunhou a faca.
Fui morta e ao mesmo tempo mantida viva.
Quem eu confiava me mostrou a ponta de faca, matando quem vivia a doce ilusão de uma vida tranqüila, feliz. Enquanto, quem brigava comigo e estava sempre a dizer que o caminho que eu havia escolhido era errado, um buraco sem fim, este segurou o escudo, e resgatou o que sobrou de mim.
Como uma flor, hoje, no começo do outono, eu morro, eu vou, mas volto, renascerei no início da primavera, mais forte, mais bela, mais decidida.
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