Aqui estou, na montanha, a espera de um novo motivo para andar, me movimentar. Queria poder descer e dizer a todos meus amigos e familiares, obrigado por esperar e pela paciência, mas essas palavras se tornaram prisioneiras da minha garganta, como os meus pés a terra.
Ainda estava sofrendo, mesmo que já houvesse passado anos, aquela dor, aquela culpa estava presente e me deixava louca a cada fechar de olho, fazia tempo que não dormia, acho que nem me lembro mais a sensação de tal ação.
Sempre que um amigo subia e me perguntava como estava, um punhal se encaixava dolorosamente no meu coração. Como eu poderia dizer que estava sendo morta ao poucos e que aquela dor não tinha passado e que nunca iria embora? Então, sem resposta ficava em silêncio até outra pergunta aparecesse.
A pena era algo que eu queria evitar, entre tanto, complicado, como não sentiriam pena daquele ser se maltratava pela morte de alguem? Sim, era isso que estava fazendo me punindo pela morte dele. Sei que não foi culpa minha, mas eu o amava. Eu o queria mais do que tudo e ele se foi, e eu deixei, eu não estava aqui quando deveria.
A saudade agora era meu novo companheiro e a tristeza minha cria.
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